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Mauro Cezar Pereira é um dos melhores comentaristas da atualidade. Trabalha nos canais ESPN, tem 47 anos. A meu ver, um dos mais brilhantes, com sua lucidez e humor de fino trato. Concedeu ao blog essa entrevista via e-mail. HavÃamos feito uma tentativa há algum tempo atrás, sem sucesso. Mas desta vez, conseguimos. Agradeço ao Mauro sua gentileza e aproveito para expressar que eu e todos os alunos da Facha temos orgulho de ele ter se formado na nossa faculdade. Espero que gostem.
Anna Barros-O que despertou sua vontade de ser jornalista?
Mauro Cezar Pereira- Aos 10 anos de idade comecei a falar em ser jornalista, fazia revistas e jornais com recortes e folhas de caderno com a “cobertura” dos meus campeonatos de futebol de botão. Os adultos achavam que no futuro em escolheria outra profissão, que era coisa de criança, etc. Mas nunca pensei em fazer outra coisa na vida.
Onde fez sua formação e o que mais lembra daquela época?
Me formei na Facha (Faculdades Integradas Hélio Alonso), em Botafogo, no Rio. Lembro que já naqueles tempos o mercado era complicado, raros colegas de faculdade conseguiram entrar no mercado de trabalho.Â
Como se prepara para fazer os comentários de jogos e de programas?
Lendo, apurando, pesquisando. Antes de cada jogo dedico algumas horas de estudo aos times envolvidos. Quando as equipes já são conhecidas, ou seja, transmitimos muitos jogos daquele clube, evidentemente fica mais fácil.
Qual é o seu maior sonho na carreira?
Seguir fazendo o que eu gosto, num lugar onde gosto de trabalhar e as pessoas me respeitam profissionalmente. Um lugar como a ESPN Brasil.
Como foi migrar do Rio de Janeiro para São Paulo? Sentiu alguma diferença na mudança?
Nunca tive dificuldade de adaptação. São Paulo é uma excelente cidade, tem tudo de que a pessoa pode precisar e um mercado de trabalho melhor. Vim em 1993, quando deixei a editoria de esportes do Jornal do Brasil, onde era repórter, para ser um dos editores da Revista Placar, da qual era repórter “frila” no Rio há alguns anos. Só carioca babaca ou desinformado fica falando mal de São Paulo, assim como paulista babaca e desinformado fala mal do Rio de Janeiro sem conhecer.