Apesar das dificuldades de se começar um novo curso,seja ele qual for,eu me sinto uma pessoa privlegiada pois consegui realizar um sonho meu e sim,do meu pai,ser médica,coisa que jamais deixarei de ser,se um dia porventura,abraçar outra profissão e estou fazendo outra paixão. talvez essa paixão não tivesse nome quando eu decidi a carreira aos dezessete,aliás muito cedo,na minh opinião,pois no terceiro ano científico(como sou velha!!!,hoje é ensino médio) eu fiquei em dúvida entre Medicina e Letras. e meu professor de redação Igor,era o único que dizia que tinha algo a ver. Optei por Medicina,cursei e fui feliz todo o caminho até me decepcionar com plantoes,chefes, nao pagamento de salarios ou de cirurgias que auxiliava, quebrar pedra em consultorio alheio e ver outros colegas serem chamados pras cirurgias porque eram homens ou ate porque auxiliavam melhor,por que não? mas era eu que estava lá atendendo pacientes de convenio com o maior prazer e dedicação,prenchendo fichas,tirando pontos e cuidando dos pós-operatórios na ausência do cirurgião titular. Em 2003 no curso integrado de Cirurgia Plástica como fundaram a SBCP jovem,numa iniciativa do dr Humberto Rezende que foi meu professor de Anatomia em sua gestão á frente da SBCP Rio de Janeiro,me chamaram pra ser diretora de divulgação e ajudar no jornal. Destino? Predestinação? Prenúncio? Não sei. Só sei que aceitei e fiquei o ano inteiro ajudando e tive dois contos meus publicados! Sim,tive e foi uma felicidade muito grande para mim. Só que não é fácil recomeçar. É bonito em novela ver alguém mais velho estudando de novo. E eu nao podia estudar à noite por causa dos meus plantões,de manhã temia passar noite m claro cuidando dos pacientes e nao prestar atenção à aula ou dormir. Então fui pra tarde. Não é facil lidar com adolescentes e explicar o porquê de uma cirurgiã pla´stica estar estudando Jornalismo. Parecia que as pessoas desmereciam uma carreira tão linda ou ser médico está acima do bem e do mal,é um status besta ou é um nível supra qualquer coisa.Tinha que dar explicações que com o tempo deixei de lado porque eu não tinah a resposta. Eu gostava de escrever,tinha paixão por jornalismo,por esportes e cinema. E sempre escrevi bem. Na facul queria ser oradora e perdi a eleição pra uma de minhas melhores amigas que é ginecologista e obstetra,Daniela nesti,que já citei ao falar do show do Paul. Só podia concorrer em uma categoria então não podia pleitear o juramento de Hipócrates.Se fosse hoje,faria diferente. Então pediram pra eu organizar a missa no Colégio São Bento(nos formamos no dia de Sao Bento,11 de julho,portanto há12 anos direto do túnel do tempo…) e para escrever todas as plaquinhas dos professores homenageados… E confesso que fiquei muito feliz. Pra cada um escrevi algo diferente. E pro Toledo,professor titular de Anatomia,escrevi algo tão poético que ele se emocionou… Estou nostálgica pq encontrei meus colegas de turma sábado pra comemorar o niver de 12 anos.E estou feliz por estudar Jornalismo. Não é fácil,estudo muito,estou sempre ávida por informaçãohá preconceito por causa da idade sim de algumas pessoas e pelo fato de sentar na frente e tirar boas notas… São épocas diferentes! Hoje aproveito muito mais porque o tempo urge para mim. Tenho sede de saber e de perguntar. E questiono muito. Algumas amigas me acharam loucas e daí decidi contar pra poucos pra nao ter que ficar me explicando mas estou muito feliz de estar lá. Adoro aprender e escrever. Agora só falta um estágio que estou procurando freneticamente. Quem é padre mesmo que largue a batina nunca deixará de sê-lo.Eu nunca deixarei de ser médica. Já atendi muitas pessoas na facul,meus vizinhos,minha ex-cunhada (que se queimou e eu até comprei a pomada dela(sulfadiazina de prata),professores que perguntam remédios,tudo de graça porque há amor pela Medicina mas não há mais paixão porque sofri muito mesmo até chegar onde cheguei que foi a prova de especialista da SBCP que continuo pagando e continuarei,assim como continuo com meu CRM pagando o CREMERJ(mesmo porque fui assaltada ha 3 anos atras e minha unica carteira de identidade é a do CRM mesmo). Eu estou feliz e é isso que realmente importa.Onde isso vai dar? Não sei mas irei até o final e lutarei muito para alcançar meus objetivos. Vai uma mençãohonrosa a Gilson Caroni,meu professor de Sociologia e Sociologia da Comunicação que se não fosse por ele,seu apoio,não sei se teria conseguido ir além do primeiro período.ele fez de tudo pra me inserir e pra me ajudar a vencer a timidez. E também a Rafael Carnevale,botafoguense roxo, que me deu trote e que foi fundamental nesse reingresso aos bancos escolares e Caio Beckham,veterano, que sempre trocava ideias comigo e Ana Paula Pinto,Marcelo Sampaio(que largou Engenharia e é um amigo muito querido),Anderson de Souza(que sempre fazia perguntas de Medicina e queria até operar comigo mas não tinha indicação. Isso é que é confiança e fidelidade),Fernanda Tomaz que me deu o bizu da primeira prova de estágio que so nao passei na entrevista pq queriam que ficasse à noite e eu tinha meus plantoes,Henrique e Leonardo Coelho(os gemeos coelhinhos-um é Assafinho,o outro é Tim Burton,amigos de todas as horas e dos trabalhos mais psicodélicos),Cecilia Marella, Thaty Moura,Louise Biral, Isabela Marinho,Laura Zandonadi e Larissa Siqueira que foram meus amigos sem questionar muito,me aceitando e me dando apoio nos momentos mais difíceis,dando ânimo e confiandosempre no meu potencial de escrita.Se tiver um sonho,corra atrás dele. Não é chavão,nunca é tarde mesmo!Eu sou a prova viva disso.
O título é pra fazer alusão à queda da Bastilha…