30.12.08

5 perguntas / André Loffredo

André Loffredo é jornalista do Sportv e nos concedeu gentilmente essa entrevista por e-mail. Desde já eu o agradeço. Agradeço também os conselhos e  visão realista do mundo que nos cerca.

1) Onde você começou sua carreira de jornalista?

Loffredo- Larguei meu trabalho para ganhar três vezes menos e ser estagiário no Lance em 1997, no ano da criação do jornal. No Lance fui repórter, editor-assistente e editor-executivo. Fiz também trabalhos para a Placar, Uol e cheguei ao GloboEsporte.com em 2005, quando comecei a participar também de programas no Sportv, como o Redação. Em 2006 fui transferido para a TV.

2) Quando pensou em seguir essa carreira,o que o levou a isso? Sempre se interessou por esportes? A paixão pelo clube de coração o estimulou?
Loffredo- Acredito que a paixão clubística na infância foi importante pra estimular a paixão esportiva. Desde pequeno sempre gostei de ler, escrever e por praticar e acompanhar esporte. Na adolescência achei que poderia ser legal unir as paixões.

 

3)Seu jeito realista e sensato te ajudam no seu trabalho? Sempre consegue não se envolver ao analisar um jogo?
Loffredo- É impossível não se envolver totalmente com o jogo. Principalmente quando se trabalha no estádio. Por isso é importante manter a concentração na partida para não se influenciar muito com o clima. Ter informações sobre os jogadores, treinadores, táticas e ter acompanhado os jogos anteriores é fundamental. 
 

4) Você é paulistano. A mudança para o Rio o agradou ou sente falta de São Paulo? Foi fácil se adaptar? Do que mais sente falta?

Loffredo-  Fui transferido pelo Lance em 2000 para ser editor-executivo no Rio. Como a profissão permite poucos finais de semana, era sacrificante ficar longe da família. Considero que conhecer pessoas e fazer novas amizades também é mais difícil na fase adulta. Principalmente quando você é chefe de uma redação. No início foi difícil. Hoje continuo sentindo apenas falta da minha família, mas me sinto completamente adaptado e satisfeito.

 5)Há alguma dificuldade em comentar jogo ou não sentiu nenhuma ao fazer a transição jornal/TV?
Loffredo-  De todo o trabalho o que mais me interessava e intrigava era comentar partidas. Era como ser estagiário de novo. Não há muito como aprender a fazê-lo a não ser estudando, vendo muito futebol, se espelhando em boas pessoas que já fizeram ou fazem. Assim como no jornal, você utiliza conhecimentos que adquiriu, mas aprende mesmo com a prática e apoio dos companheiros mais experientes. Mesmo assim, não sabia se conseguiria passar o que estudava e observava. Na TV, há sempre o medo de travar na frente das câmeras ou do microfone. Muita gente com conhecimento e qualidade não consegue fazer.

annaclbarros    15:08:40 — Arquivado em: andreloffredo


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