Esse será o novo nome da seção de entrevistas do blog que acontece às segundas-feiras. Já entrevistamos Roberto Assaf, Aldir Jr de Sales Gomes e PVC. O entrevistado dessa semana é o jornalista André Kfouri dos canais ESPN e colunista do Diário Lance! A entrevista foi dada por e-mail.
Anna Barros- Por que voce gosta e entende tanto de esportes americanos? Morou nos Estados Unidos? Como adquiriu o hábito de assisti-los?
André Kfouri- Gostar, eu gosto muito. Mas não sei se entendo… Não, eu nunca morei fora do Brasil, mas sempre fui (e serei) um apaixonado por esportes. E acho que estamos todos no mesmo mundo, por isso não vejo motivos para não nos interessarmos por algo que não se pratica perto de nós. Eu sempre gostei de NBA, NFL e MLB. No caso do futebol americano e do beisebol, é apenas uma questão de aprender as regras. É difícil gostar do que não se compreende. Comecei a assistir beisebol e futebol americano quando a TV a cabo chegou ao Brasil, e a programação da ESPN oferecia esses esportes.
AB- Voce sempre pensou em ser jornalista? Como entende tanto de vários assuntos,nunca pensou em ter outra profissão? Se não fosse jornalista, o que seria?
AK- Sempre soube que queria ser jornalista, nunca pensei em outra profissão. Cogitei fazer Direito, mas não para exercer, e sim porque considero um curso mais completo. Mas como temos a questão do diploma de jornalismo, achei melhor não correr o risco. Se não fosse jornalista, eu provavelmente seria infeliz.
AB- No seu livro junto com Fernando Meligeni,”Aqui tem!”,nota-se um perfeita simbiose entre vc e o tenista.Sempre gostou de tênis? Praticava? Qual o seu maior ídolo no tênis?
AK- Gosto muito de tênis. Joguei (mal) por uns dois ou três anos, na adolescência. Os dois tenistas que eu mais gostei de ver foram John McEnroe e Boris Becker.
AB-O que mais gosta de fazer: ser repórter de campo,fazer entrevistas ou fazer matérias especiais?
AK-Difícil responder. As três atividades são muito interessantes, e é ótimo ter um pouco de cada uma. Mas eu acho que as matérias especiais, feitas em eventos esportivos, agregam todas essas possibilidades. O que eu não quero é deixar de estar nos eventos.
AB- Você já participou de várias coberturas. Qual a cobertura que mais marcou e qual a que mais o frustrou pois havia depositado muitas expectativas?
AK- Copa do Mundo e Olimpíada sempre são marcantes. Super Bowl e Champions League estão quase nesse patamar. Eu sempre me divirto e me emociono quando tenho a oportunidade de trabalhar nesses eventos. Não me lembro de ter me decepcionado com alguma cobertura. Claro que, por exemplo, se você está numa Copa e a Seleção Brasileira é desclassificada, como em 2006, você sofre um baque. Mas depois, percebe que a Copa não foi uma decepção por causa disso.
Adorei. Obrigada pela gentileza de André Kfouri. Espero que tenham gostado. Comentem!