1.11.09
5 perguntas/Carlos Patati, roteirista de quadrinhos
Carlos Patati tem 49 anos e é roteirista de quadrinhos. Escreveu, dentre outros livros, Almanaque dos Quadrinhos,” A Luneta mágica”, adaptando Joaquim Manuel de Macedo, , mais conhecido pelo livro “A moreninha”, para os quadrinhos. Seu último projeto é a adaptação de” O Cortiço” de Alvares de Azevedo. Em sua casa, para uma gravação de um projeto de vÃdeo meu e de Leonardo Coelho, descobri que ele planeja falar de Noel Rosa, adaptando a vida do compositor para o universo cult dos quadrinhos. Espero que gostem da entrevista. Agradeço a gentileza de Patati, Juliana, sua mulher e Sofia, sua filhinha de 3 anos, por nos receberem em sua casa. Estou devendo um bonequinho do Backyardigans para a Sofia. Ela está em dúvida porque quer todos. Eu gosto da Uniqua, ela quer o Tyrone. Até o fechamento deste blog, ela ainda quer Tyrone, o alce… Espero que gostem da entrevista!
Anna Barros- Qual a sua opinião a respeito da inserção de quadrinhos na Educação?
Carlos Patati- Acho que podem ser um bom instrumento de conexão com a cultura , e um bom instrumento de informação. Eu mesmo soube da existência e do interesse de diversos romances brasileiros através das adaptações realizadas pela saudosa editora Ebal. De um lado, eram cheias demais de legenda, e sua leitura solene e vagarosa afugentou muita gente. Pelo outro lado, os desenhos eram tão bonitos, e alguns dos romances são tao bons…! Que eu não me importava com as legendas cheias demaisa de texto. Ler “Menino de Engenho” pela pena de André Le Blanc foi excelente maneira de ser apresentado ao grande José Lins do Rego…
AB- O que o levou a roteirizar quadrinhos?
CP-Meu gosto pela sua leitura e a convicção de que podia fazer melhor do que boa parte do material brasieliro de aventura e terror que conheci quando menino.
AB- Quando começou sua trajetória?
CP-Nos anos oitenta, quando apresentei meu material á Editora Vecchi e fui imediatamente aceito como colaborador das revistas de terror que esta casa publicava na época.
AB- Como foi a experiência de transpor para os quadrinhos clássicos da literatura?
CP-É a experiência da adaptação, ou seja, de ser fiel ao espÃrito da obra e não a cada um de seus detalhes ..Sempre há coisas a suprimir, outras a esclarecer, diálogo que tem que ser atualizado…
AB- Como se dá o processo de criação dos quadrinhos? Você roteiriza a partir de imagens ou você interage com o desenhista? Quem é seu maior parceiro?
CP- Bom , começa-se, por desenhos ou palavras, com uma sinopse, isto é a, a compreensão global da história, sua formulação de modo conciso.Ocupa de uma a duas pgs, no caso de um projeto de série, três páginas. Uma vez isto feito, realiza-se uma roteirização página a página e quadro a quadro, acompanhada dos diálogos e legendas. No meu caso, procuro conversar bastante com o desenhista., desde a elaboração da sinopse até a dos desenhos de conceito de personagem e trtamento visual, uma fase importante para quem vai ter de desenhá-lo várias vezes, em várias poses.
annaclbarros
09:16:03 — Arquivado em: 

Ei Anninha!
bacana a entrevista. E a introdução também, rs. Sophia e o problema da escolha.
Anna, seu texto é com frescor e sem frescura. Bem bom!
bju
annaclbarros Reply:
novembro 25th, 2009 at 06:26:08
Obrigada, querida Ju. Sophia é fofa! Beijão, Anninha
Comentário por ju — 24.11.09 @ 10:52:39