31.3.09

Mais uma chance para Ronaldinho Gaúcho

Gosto muito do Ronaldinho Gaúcho. Desde 2002. Sim,na mesma época que comecei a gostar do Beckham. Não sei explicar se além do talento dele, me comovo com sua história familiar.Perdeu o pai aos 8 anos. Foi criado pela mãe e tem veneração pelo irmão mais velho, Assis. Sei que ele vacila às vezes como nos casos da saída do gremio e do Pàris Satin Germain mas eu gosto dele. Não me perguntem porquê. Sim, vi aquela final de 2006 em que o Barça foi campeão na Champions League. 2006 foi um ano que foi um divisor de águas na minha vida e ficava torcendo por ele. Sim, plasticamente, adoro seus dribles e jogadas.Mas há algo no olhar dele que me enternece. Sim, ele não tem jogado nada, mas algo o incomoda. E eu só peço que não o coloquem como único responsável da pífia partida da seleção. Sim, deem mais uma chance a Ronaldinho Gaucho.Quero vê-lo contra o Peru em sua cidade natal Porto Alegre. Sim,ele é gaúcho e tenho carinho por gaúchos( foram legais comigo e uma amiga quando viajamos a Roma em 2000 e fui apaixonada por um de 2002 a 2005 )e ainda nasceu dia 21 de março, mesmo dia de Ayrton Senna. Que ele jogue ao lado de Kaka. Pelo menos só mais essa vez.

annaclbarros    21:17:56 — Arquivado em: futebol, ronaldinhogaucho


30.3.09

A imagem da semana

Sergio “Kun” Aguero e seu filhinho Benjamin Aguero Maradona de seu casamento com Gianina Maradona. Sortuda ela,hein? Porque ele não queria largar o bebê de jeito nenhum.

annaclbarros    10:36:22 — Arquivado em: futebol


28.3.09

Camisa maravilhosa

E o homem mais ainda… Becks bateu o recorde de Bobby Moore… Mais perto de Peter Shilton… E a camisa? Maravilhosa!

Meu último post. Vou aderir à hora do planeta.

annaclbarros    18:49:19 — Arquivado em: beckham, futebol


Hora do Planeta

De 20h30 às 21h30 desliguem a luz elétrica para ajudar o Planeta na luta contr ao aquecimento global. Eu irei desligar tudo.

annaclbarros    13:29:35 — Arquivado em: meioambiente


Frustrações

Sempre temos algumas frustrações que carregamos.
As minhas são:

1-Não ter aprendido ballet. Adoro e ficava fazendo pirueta dentro de casa mas minha mãe me colocou no folclore. Dançava até bem mas queria ballet.

2- Não ter estudado alemão. Sou fã do idioma de Goethe e sempre quis conhecer Munique.

3- Não ter aprendido a patinar. Queria patinar no gelo mas morro de medo de cair

4- Não ter voado de asa delta. Pretendo um dia fazê-lo apesar do medo de altura

Das que me lembro são só essas. Não me arrependo de nada que tenha feito. Só do que deixei de fazer. E quais são as suas frustrações? As minhas são pouquinhas até.

annaclbarros    11:35:19 — Arquivado em: Sem categoria


Leite Derramado Por José Castello

José Castello analisa novo romance de Chico Buarque

A memória é um túnel escuro, infestado de armadilhas. É, ainda, o lugar da solidão mais tenebrosa: em seus escaninhos, o sujeito não conta com ninguém — nem consigo mesmo. Nesse mundo pastoso, em que as coisas aparecem e desaparecem sem dar explicações, se desenrola a trama de “Leite derramado”, quarto romance de Chico Buarque de Holanda, que chega às livrarias com o selo da Companhia das Letras.
Trama? A narrativa de Chico se faz mais daquilo que escorre entre as palavras, do que com as verdades que elas costuram. “Leite derramado” é o mais hábil e inspirado romance que ele já escreveu. Por conta do papel crucial que ocupa no cenário da música popular, Chico Buarque ainda é visto, muitas vezes, como um aventureiro que se dedica, nas horas vagas, por esporte ou por vaidade, à literatura. A qualidade de “Leite derramado” — um dos mais importantes romances lançados no país nesta primeira década do século XXI — desmonta, de vez, as superstições e preconceitos que deformam sua figura de escritor. Chico não é só um músico de sucesso que faz literatura. Ele está entre os grandes narradores brasileiros contemporâneos.
No leito de um hospital, Eulálio Montenegro d’Assumpção, o narrador de “Leite derramado”, “dita” suas memórias para uma mulher. O vulto que se entrevê é o de uma enfermeira, mas ele se confunde ora com a filha, Maria Eulália, outras vezes com a ex-mulher, Matilde, falecida nos anos 20. O próprio Eulálio é, no fim das contas, o destinatário de seus ditados, através dos quais ele ordena não só sua história pessoal, mas o passado de seus antepassados, e, assim, a própria história do Brasil republicano.
“Estou pensando alto para que você me escute”, Eulálio diz a sua interlocutora. Nos corredores da agonia, o futuro se estreita. “Já para o passado tenho um salão cada vez mais espaçoso”, ele constata. “Leite derramado” é não só uma incursão pelo passado, mas uma desmontagem desse salão de lembranças no qual, como sugere o título do romance, quase tudo se perdeu.

A narrativa do centenário Eulálio vem borrada pelas deformações próprias da memória. E também pelos estragos que os sonhos nela produzem. “Dia desses fui buscar meus pais no parque dos brinquedos, porque no sonho eles eram meus filhos”, vacila. Do mesmo modo, a literatura não passa de um tapete estendido sobre um alçapão. Rombos, remendos, rasgões expõem uma verdade que se esfarela. Eulálio se torna, assim, um refém imóvel de fatos que lhe fogem. Assemelha-se a Balbino, o ex-escravo de seu avô abolicionista, um servo leal que, “fiel como um cão, ficou sentado para sempre sobre a tumba dele”.
À espera da morte, ele se parece com um objeto. Os enfermeiros o arrastam pelos corredores, submetendo-o a raios-X e tomografias cujos resultados nunca exibem. Para se conservar vivo, o narrador de Chico se apega aos últimos fios do passado que, com grande esforço, repuxa de dentro de si. Às apalpadelas, reconstitui seu primeiro encontro com o francês Jean-Jacques Dubosc, que desembar$um dia no Rio de Janeiro para infernizar, para sempre, a sua vida. O jovem Eulálio estava no cais, à espera do futuro patrão, e aproveitou a presença de um fotógrafo para se imortalizar em um instantâneo. Quando, já velho, reencontra a fotografia, nela se vê “contrariado, parecendo quase um lacaio, carregando um sobretudo e uma pasta de couro alheios”. Jamais foi dono de si: a história — como uma maca — sempre o carregou.

Seu próprio nome, Eulálio, é um grilhão que o prende a uma corrente de homônimos — pai, avô, bisavô, tetravô, todos Eulálio também. “Era menos um nome do que um eco”, ele diz. Por suas lembranças, circulam presidentes da República, como Venceslau Brás e Epitácio Pessoa. Nomes fortes que massacram o seu. Só quando dito pela falecida Matilde, o grande amor de sua vida, o nome Eulálio ganha uma singularidade e parece lhe pertencer. “Em sua voz ligeiramente rouca, parecia que meu nome Eulálio tinha uma textura”. Sem a voz do outro, um nome não é nada.

A memória o conduz a um inferno de dúvidas. O pai, o senador Eulálio Ribas d’Assumpção, foi assassinado pelos adversários políticos, ou pelo marido de uma amante? Seu avô Eulálio, um benfeitor da raça negra que foi comensal de Dom Pedro II e se correspondeu com a rainha Vitória, era um visionário? Ou foi só um derrotado, que morreu de amargura? Os médicos que agora o tratam desejam curá-lo, ou envenená-lo? A mulher que o ouve o ampara, ou o ignora?

Aos poucos, Eulálio se defronta com a inconsciência dos atos humanos. Foi ele próprio quem, pensando em vantagens materiais, entregou Matilde para o primeiro maxixe nos braços de Dubosc, o ho$que a roubou. Também a cronologia não passa de um destroço, que atravanca seu acesso à história. “É esquisito ter lembranças de coisas que ainda não aconteceram”, Eulálio se intriga. A memória só se sustenta se alguém a escuta e a acolhe. É o que o próprio Eulálio diz a sua interlocutora: “Sem você meu passado se apagaria”.
O genro, Amerigo Palumba, se casou com a filha Maria Eulália por amor, ou para lhe aplicar um golpe? Eulálio d’Assumpção Palumba Júnior é o neto que se tornou pai na prisão dos militares? Ou o bisneto que ele próprio educou? “É uma tremenda barafunda”, o narrador de Chico desabafa. Grande encrenca, armada por lembranças que não se encaixam, transformando a história em uma grotesca dança de máscaras.

“A memória é, deveras, um pandemônio”, Eulálio reclama. Nela, como flashes involuntários disparados por uma câmera louca, cenas antigas, de súbito, voltam à luz. É uma danação. Só 80 anos depois, por exemplo, Eulálio se dá conta de que um vestido rodado, que o pai comprara para dar de presente, era um prenúncio de sua morte. No poço de sua mente flutua, ainda, certo chalé da Copacabana dos anos 20, entre cujas paredes a vida de Eulálio se comprimiu. Depois da morte do pai, a mãe o despachou para a Europa, para negociar com os agentes financeiros do falecido. Na Paris de 1929, encontrou um mundo adoecido de sua própria riqueza. Voltou de mãos vazias. Não existe um instrumento que recolha aquilo que se derramou.

Como uma xícara de leite, que nos esforçamos para sustentar, mas que, à nossa revelia, se inclina, também a realidade lhe foge entre os dedos. Matilde é filha legítima de um parlamentar liberal, ou fruto de uma aventura do deputado? Por que sua filha, Maria Eulália, hoje com 80 anos, perdeu todos os traços fisionômicos da mãe? Será ela filha de Matilde ou, como dizem alguns, foi encontrada em uma lata de lixo? As despesas de hospital são pagas pelo tataraneto, Eulálio d’Assumpção Palumba Neto; mas esse dinheiro benfazejo vem contaminado pelo tráfico de drogas. O que parece bom é ruim; o ruim, bom.

Durante longos anos, Eulálio guardou os restos de seu passado em uma fazenda herdada na raiz da serra. A propriedade é sua, mas não é: foi desapropriada pela União. No dia em que resolve conhecê-la, encontra a sede colonial em ruínas, a capela em esqueleto, o estábulo carbonizado. Não existe uma esponja que absorva o passado e o restaure. Todo o seu esforço é inútil.

A vida, ele aprende, é um rombo. Matilde o abandonou quando Maria Eulália era um bebê, sem deixar um bilhete, ou fazer as malas. Ela morreu em um desastre de automóvel na Rio-Petrópolis? Ou doente, em um manicômio? Anos depois, seus vestidos se transformam em figurinos para uma montagem teatral que a filha Maria Eulália planeja com uma amante. Roupas vazias de qualquer conteúdo. A ficção abocanha a realidade e a devora. Nada sobra.

“Leite derramado” despeja sobre o leitor, é verdade, uma profunda tristeza. Mas é uma tristeza fértil, que nos ajuda a matizar os grandes atos da história. Decepção que, no fim, se transforma em leveza. É aqui que Chico Buarque se torna um grande escritor. A voz vacilante de Eulálio Montenegro d’Assumpção duplica aquela voz interior que faz de nós, homens. Todos nos contamos histórias secretas, que nos conservam de pé. A ficção é nossa espinha. Quanto à história oficial, ela não passa de um punhado de cacos a que, só por desamparo, nos apegamos.

Quanto mais rememora, mais Eulálio se afunda em repetições. “São tantas as minhas lembranças, e lembranças de lembranças de lembranças, que já não sei em qual camada da memória eu estava agora”, ele diz. Nas páginas finais, ainda um menino de calças curtas, ele é levado pela mãe para se despedir do tetravô, que agoniza em um hospital. Um homem de rosto pastoso e memória degradada, que pode ser ele mesmo. Quem narra, afinal, o romance? E isso importa? “Leite derramado” destina à literatura um lugar crucial, que vai muito além das honrarias literárias: somos todos filhos de nossas próprias ficções.
Quanto à memória, ela é como uma fotografia de Matilde, tirada no ano de 1927, no pátio do colégio. Lá estão suas colegas de turma, amparadas pela severa Mére Duclerc, mas a própria Matilde não está. Essa ausência, mais gritante que qualquer presença, é o grande personagem de Chico Buarque. Vazio que define um mundo desenhado não tanto por aquilo que nos dá, mas por aquilo que, entre nossos dedos, se derrama.

annaclbarros    10:58:44 — Arquivado em: prosaeverso


Médicos nas barricadas

O artigo de Moacyr Scliar é fantástico e está no Prosa e Verso de hoje. Vou tentar descolar se há na versão online. Scliar é medico e escritor. Adoro tudo que escreve. Quem tiver a versão impressa, não deixe d eler. Prosa e Verso é um dos meus suplementos favoritos do jornal O Globo.

annaclbarros    10:55:21 — Arquivado em: Jornalismo, artigo, prosaeverso


Dicas de sábado

Bem, só consigo dar dica de livro que eu já li e de filme também mas dessa vez vou me permitir uma heresia quanto a isso.

Dica de livro: Budapeste de Chico Buarque

Espero ler o novo livro” Leite Derramado.” Budapeste é sensacional.

Dica de filme: Che de Steven Soderbergh com Benicio Del Toro

Adoro tudo que tenha relação com Che Guevara. Sua história é muito rica.

Dica de DVD: Em busca da Terra do Nunca com Johnny Depp e Kate Winslet

Filmaço. Emocionante do início ao fim.

Dica de CD: Algum do Radiohead

Nunca ouvi nenhuma música deles, mas vou me informar e me inteirar

Dica de música:

Take on me - A-Ha

Saudades dos anos 80….

Ernesto Che Guevara: “Os incas tinham grande conhecimento de astronomia, medicina, matemática entre outras coisas. Mas os invasores espanhóis tinham a pólvora. Como seria a América hoje se as coisas tivessem sido diferentes?” (Diários de Motocicleta de Walter Salles)

annaclbarros    09:45:01 — Arquivado em: dicas


Deu no Lance!

Felipe Massa debochou da especulaçao de que Lewis Hamilton poderia ir para a Ferrari. Esse é o problema de Massa: excesso de mimo. Não tenho nada contra ele, é bom piloto, nada de excepcional, mas se porta sempre dessa maneira: infantil. O negócio é que ele também nunca achou Ayrton Senna o melhor piloto porque ficou ressentido do mesmo não ter lhe dado autógrafo uma vez em Interlagos quando ele era criança. Só por isso, criei uma certa distância, mas reconheço seu talento. E outras declarações infelizes ditas por aí. Ele não deve se preocupar com quem vai, se ele permanecer na Ferrari, e fazer o seu trabalho. Fernando Alonso e Lewis Hamilton são melhores pilotos que ele, há de se reconhecer e continuar lutando para melhorar seu desempenho. Ele já foi mal educado até com Galvão Bueno em seu programa de TV. Galvão só deixou para lá porque o tem como filho, é fato. Então, Felipe Massa precisa amadurecer. Apenas isso. Pode ser uma grande temporada para ele. E o mais legal desse início foi a volta por cima de Barrichello. Comentado até no Saia Justa há uma semana atrás. Torço para que ele faça uma bela temporada.

annaclbarros    08:50:56 — Arquivado em: formula1


Começa a Fórmula 1

Não vi o treino porque não consegui acordar mas verei a corrida com a ajuda do despertador do celular. Além de ser a abertura da temporada, será Cleber Machado a narrar a corrida no dia do seu aniversário. Imperdível. Jenson Button da Brawn fez a pole position, seguido de Rubens Barrichello da mesma equipe e em terceiro Sebastian Vettel da RBR. A questão é que há equipes que usam o difusor entre elas Brawn , Toyota e Williams. O que é o difusor? É um dispositivo em que o ar passa por baixo do carro, o que torna os carros rápidos. É um dispositivo, segundo a FIA, legal. Como achei muito legal a Rede Globo divulgar quem ia narrar, comentar e o repórter vou reproduzir aqui. Quem costuma fazer isso é a ESPN brasil e confesso que acho o mais correto saber de antemão quem vai transmitir.Em homenagem ao Cleber, vou reproduzir o trecho aqui do globoesporte.com

A Rede Globo transmite o GP da Austrália no domingo, às 3h (horário de Brasília), com narração de Cléber Machado, comentários de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e reportagens de Carlos Gil. O GLOBOESPORTE.COM acompanha, em Tempo Real, com narração de Luca Toni, a luta pela pole e a prova.

annaclbarros    08:38:40 — Arquivado em: clebermachado, formula1
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