28.2.09
Eu quero pegar na sua mão,Vasco
Sim,eu quero pegar na mão do Vasco. Esse amor que dura vinte e nove anos pois desde a tenra idade é que o Vasco habita em minha vida. Sim,teve vezes em que a paixão era mais intensa,outras ficava adormecida,mas nem nos tempos funestos de Eurico Miranda,que foram Idade das Trevas ou Dark Ages,eu imaginava que me sentiria assim. Vazia,estranha,sem rumo. Sem conserguir olhar com gosto pra qualquer campeonato. Sim, Vasco, como diriam os antológicos fab 4, I wanna hold your hand… Se eu pudesse pegar na sua mão e te tirar dessa lama, dessa confusão toda, dessa injustiça que nos fez perder seis pontos num jogo de campeonato carioca que acabou valendo nove! Que provas dos noves,hein? Que prova mais dolorosa essa! “Nesses dias tão estranhos,fica a poeira escondida pelos cantos”. Faço minhas as palavras do gênio Renato Russo de outra banda favorita,a Legião Urbana. São Januário poderia até mudar de nome. Se em Manchester há o time que ganha tudo e tem o melhor do mundo e está no Teatro dos Sonhos, São Janu poderia virar com facilidade em tempos atuais,o Teatro dos Vampiros. Não consigo nem me emocionar ao ouvir o hino no meu tocador de músicas. Sinto que algo se partiu. Sim,meu coração está partido. Se tivesse muito dinheiro,doaria algum para reabilitar o clube. Mas dinheiro não compra tudo. Ética e dignidade precisam persistir e na Colina ressurgiu com Dinamite. Ou ele explodiu ingenuamente todas as esperanças cruzmaltinas de dias melhores… Se eu pudesse ter poder de recitar o Pirlimpimpim e essa má fase toda passar, esse pântano virar açude ou mar. Ou um lÃrio branco e puro nascer no emio do pântano tal qual uma vitória régia que brota no rio de onde menos se espera. I wanna hold your hand. Minha musica beatleniana favorita só pode ser um idÃlio,um sonho,um devaneio, de que dias melhores virão. Pior do que está,não dá pra ficar. Nem na Twilight Zone,o elevador do Terror da Disney. Nada pode me separar do amor de Deus.A frase é bÃblica e me permito uma heresia: nada pode me separar do amor do Vasco.
annaclbarros
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